Filipe Norberto
Diego Souza
SISU, que "ISSU"?
Um ano inteiro de estudo e dedicação para, enfim, tentar uma vaga nas disputadas universidades públicas e institutos federais (IFs) de todo o país.Tudo bem, nem todos se empenharam tanto assim, mas disputam da mesma forma um lugar ao sol. Nesse ano, o Sistema de Seleção Unificada (SISU), que se utiliza exclusivamente da nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para selecionar uma parcela dos ingressantes na rede pública de ensino superior, ofereceu pouco mais de 83 mil vagas em 83 instituições Mas o objetivo do SISU teria sido mesmo alcançado? Pergunta complicada de ser respondida e que, certamente dá margem a divergências mil. Porém, abstermo-nos dessa discussão e esquivarmo-nos desse questionamento pode ser ainda pior.
Vestibulando, seu futuro ao Sisu pertence

Caros leitores, muitos devem estar encarando este post como perseguição política, já que anteriormente havíamos criticado o Enem e sua política de cotas, e agora a bola da vez é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mesmo correndo o risco de tal interpretação não poderíamos deixar de comentá-lo, já que está diretamente ligado ao Enem.
Os problemas ocorridos no Sisu nada são além do que um prolongamento das constantes falhas ocorridas no Enem, e é uma forçada decisão a que as Universidades públicas do país tiveram de aceitar como única maneira de ingresso nas instituições. Relatos de vários estudantes confirmam ter acessado o cadastro de outros estudantes no site do sistema. E como já é rotineiro, o ministro Haddad veio a público tentar ludibriar-nos com as afirmações de que os erros ocorridos são aceitáveis e os danos aos candidatos serão mínimos ou inexistentes. Mais corriqueiras ainda são as suas indicativas de contradição, já que após longa reunião com a presidente Dilma, o ministro surpreendentemente decidiu adiar suas férias.
Inúmeros foram os casos de alunos que não conseguiram ter acesso às suas notas e consequentemente não puderam matricular-se em nenhuma das instituições públicas de ensino. É o caso de Nyle Ferrari, de Cruzeiro-SP, que prestou apenas o vestibular da Universidade Federal de Viçosa, para o curso de Comunicação Social-Jornalismo. A estudante foi prejudicada pelo mal funcionamento do sistema eletrônico do Inep, pois ficou impossibilitada de disputar vagas em outras instituições por meio do Sistema de Seleção Unificada : “Eu não consegui entrar nem no Sisu e nem no site do Inep para ver a minha nota. Até agora, desde que saiu o resultado, não vi nada, a senha dá inválida e quando eu peço para recuperar a senha, aparece que não tenho nada cadastrado, nem número de celular, nem e-mail, nada, sendo que cadastrei tudo. Eu já liguei no 0800, a atendente disse que ia encaminhar para o suporte, eu passei meu e-mail, mas até agora nada.” Ironicamente o sistema de seleção unificada, visivelmente uma atitude típica do populismo comodista, que tinha como maior objetivo poupar os estudantes do stress causado pelos vestibulares e inserir na academia classes menos abastadas da população, eliminou de forma obscura vários candidatos e os submeteu a uma alta dose de stress.
Prova dos nove
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