terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O século é outro, mas o preconceito não

Diego Sousa
Filipe Norberto
           
         O crescente repatriamento de jogadores ao futebol brasileiro e o recente desabafo do lateral esquerdo Léo, do Santos Futebol Clube, trouxeram à tona uma discussão não tão recente assim ao afirmar estar de saco cheio das constantes dúvidas criadas à respeito do rendimento dos atletas “veteranos”. Confira abaixo a entrevista exibida no programa Terceiro Tempo, em 30/01/11:
 

           Na realidade, o argumento de que, com o passar dos anos a qualidade e o rendimento dos profissionais sofre queda, não abrange apenas o campo futebolístico. Tal fato fica provado ao recordarmos que o tema já foi motivo de premiação aos publicitários da agência brasileira DPZ, com o Leão de Ouro em Cannes, pela produção do vídeo “Homem de 40 anos”.
            Retornando ao campo esportivo, inúmeros são os casos de atletas a atuarem com idade próxima ou pouco acima dos 40 e exemplos bem sucedidos não faltam: recentemente o galês Ryan Giggs, atleta do Manchester United da Inglaterra, e com a idade já avançada (37 anos), foi eleito democraticamente pela torcida dos Diabos Vermelhos como o maior jogador da história do clube; No Brasil possuímos escassos exemplos mas, vale destacar os goleiros Marcos e Rogério Ceni, que atuam respectivamente por Palmeiras e São Paulo há quase duas décadas. Talvez a diferente valorização dada a tais profissionais lá fora esteja ligada a dedicação e profissionalismo presentes com extrema frequência e aqui ausentes em diversos casos. A falta de reconhecimento pode ser mesmo cultural, como afirmou o atleta Léo, mas o pouco profissionalismo e o baixo empenho de grande parte “dos veteranos” brasileiros talvez também não o deixe de ser.
De olho na inversão da pirâmide etária
Segundo dados publicados pela ONU, em 2007, num período de 48 anos (1950 – 1998), o número de idosos no mundo passou de 204 milhões para 579 milhões e estima-se que em 2050 as pessoas com mais de 60 anos de idade constituirão 32% da população mundial. No Brasil, as estatísticas acompanham o panorama internacional e a quantidade de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 14 milhões em 2002 e pode chegar a 32 milhões em 2020.
O envelhecimento da população nacional e mundial, fruto principalmente do aumento da expectativa de vida e da queda das taxas de natalidade e mortalidade, exigem mudanças estruturais tanto no mercado de trabalho quanto nas condições de benefícios da previdência social. A chamada “crise da velhice”, que traz conseqüências mais sérias aos países desenvolvidos dá as caras também em nações emergentes e cobra atenção das políticas públicas e dos empregadores. Dados levantados pelo IBGE acenam para uma crescente participação de indivíduos mais maduros nos postos de trabalho, chegando aos expressivos dígitos de 40% em 2006.
Na atual conjuntura etária, como bem evidencia o texto da produção publicitária da  agência brasileira DPZ citada anteriormente, “ nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial dos seus homens mais experientes”. Para se certificar dessa realidade, basta elencar o nome de alguns profissionais renomados e respeitados em suas áreas de atuação e notar que atingiram o auge de suas produções quando já apresentavam idades consideradas avançadas para o consenso geral:

De olho na inversão da pirâmide etária
Segundo dados publicados pela ONU, em 2007, num período de 48 anos (1950 – 1998), o número de idosos no mundo passou de 204 milhões para 579 milhões e estima-se que em 2050 as pessoas com mais de 60 anos de idade constituirão 32% da população mundial. No Brasil, as estatísticas acompanham o panorama internacional e a quantidade de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 14 milhões em 2002 e pode chegar a 32 milhões em 2020.
O envelhecimento da população nacional e mundial, fruto principalmente do aumento da expectativa de vida e da queda das taxas de natalidade e mortalidade, exigem mudanças estruturais tanto no mercado de trabalho quanto nas condições de benefícios da previdência social. A chamada “crise da velhice”, que traz consequências mais sérias aos países desenvolvidos dá as caras também em nações emergentes e cobra atenção das políticas públicas e dos empregadores. Dados levantados pelo IBGE acenam para uma crescente participação de indivíduos mais maduros nos postos de trabalho, chegando aos expressivos dígitos de 40% em 2006.
Na atual conjuntura etária, como bem evidencia o texto da produção publicitária da extinta agência brasileira DPZ citada anteriormente, “ nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial dos seus homens mais experientes”. Para se certificar dessa realidade, basta elencar o nome de alguns profissionais renomados e respeitados em suas áreas de atuação e notar que atingiram o auge de suas produções quando já apresentavam idades consideradas avançadas para o consenso geral:
Dentro e fora das quatro linhas
A experiência do “Homem de 40” ou da “Mulher de 30 anos” de Balzac* não pode ser simplesmente ignorada em nome de preconceitos. A renovação nos postos de trabalho é naturalmente necessária, mas isso não exclui a possibilidade dos trabalhadores mais maduros continuarem prestando qualificados e eficientes serviços à sociedade. A idéia de postagem teve início com a declaração do jogador santista Léo, mas, como ficou provado aqui, suas palavras abrangem todas as áreas de atuação. E quem disse que o futebol não proporciona questionamentos profundos sobre a existência humana?  “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol”, são as palavras do filósofo francês Albert Camus.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Basquetebol, isso ainda vai ser grande no Brasil


Filipe Norberto

O nome do evento é Jogo das Estrelas e reúne os craques do basquetebol em atividade no Brasil. Eles jogam pela NBB, competição nacional do esporte. A festa é realizada desde 2009 e tem como objetivos divulgar o novo formato de disputa e o próprio basquetebol brasileiro, que já teve seus tempos de reconhecimento internacional:

(Filipe Norberto)

Jogadores de seleção brasileira, habilidade e irreverência estrangeiras, melhores árbitros do país e o cenário foi simplesmente a capital nacional do basquete:


A torcida compareceu em grande número (Kaique Pedaes)


Vista geral do Pedrocão (Kaique Pedaes)

Templo do basquetebol brasileiro (Filipe Norberto)


Estrelas fora de quadra também:

Daniel Pereira, e Byra Bello, do SporTV, nas cabines de transmissão (Kaique Pedaes)

Daniel Pereira e Byra Bello posam de costas para aparecer no Net Esportes (Kaique Pedaes)

Fernando, leve como uma Penna:

Fernando Penna(Franca) faz em menos tempo o percurso do desafio de habilidades (Filipe Norberto)

Bicampeonato de Fernando Fischer:


Fernando Fischer (Bauru), bicampeão do torneio de 3 pontos

Ele não é Michael, mas é Jordan:

Jordan Burguer (Paulistano) vence torneio de enterradas (Luiz Pires)


Jogador do NBB Mundo cobra lance livre (Kaique Pedaes)



Murilo, do NBB Brasil, cobra lance livre (Kaique Pedaes)

Estrelas de outros tempos emprestam seu brilho ao evento:

Hélio Rubens, homenageado por sua contribuição ao basquetebol nacional (Filipe Norberto)

Tande, essa, literalmente, não é a sua praia:

Jogador de Vôlei, Tande, na linha de lance livre (Filipe Norberto)

E o clima contagia não é mesmo Thiago Leifert?

Thiago Leifert entra no clima de festa e dança no final da partida (Fonte:Globoesporte.globo.com)

De costas não, Thiago. Sem exageros por favor:

Apresentador Thiago Leifert tenta cesta de costas(Filipe Norberto)

E o que dizer da cesta de 3 pontos do juiz Renatinho?


Arquivo do site esporte.uol.com.br

Cansaço, quem disse que ele não chegaria:

Bruno Laurence (Rede Globo) ( Filipe Norberto)


Marcelinho (Flamengo) e locutor ( Até tú?) sentados (Filipe Norberto)

Mas o show tem que continuar:


Ginástica Artística (Filipe Norberto)

Apresentação de enterradas (Filipe Norberto)

Por isso, ele garante o entusiasmo contínuo:

MAN, o incansável animador de torcida (Filipe Norberto)


Coloca a bola para rodar e vence o confronto contra o desânimo:


Man mostra sua habilidade (Filipe Norberto)

O placar não foi o mais importante, pois todos saíram vitoriosos:

(Filipe Norberto)

Vale tudo para conseguir seus segundos de fama:


(Filipe Norberto)


Imagens finais do Jogo das Estrelas (Kaique Pedaes):



E você, que nota dá ao Jogo das Estrelas 2011 e à nossa cobertura?

Mas não se empolge, Filipe, a estrela não é você:



Joinha ?

Eu e Rogério, jogador do Franca

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SISU- Sistema de Incompetência em Seleção Unificada

Filipe Norberto

Diego Souza

SISU, que "ISSU"?

Um ano inteiro de estudo e dedicação para, enfim, tentar uma vaga nas disputadas universidades públicas e institutos federais (IFs) de todo o país.Tudo bem, nem todos se empenharam tanto assim, mas disputam da mesma forma um lugar ao sol. Nesse ano, o Sistema de Seleção Unificada (SISU), que se utiliza exclusivamente da nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para selecionar uma parcela dos ingressantes na rede pública de ensino superior, ofereceu pouco mais de 83 mil vagas em 83 instituições Mas o objetivo do SISU teria sido mesmo alcançado? Pergunta complicada de ser respondida e que, certamente dá margem a divergências mil. Porém, abstermo-nos dessa discussão e esquivarmo-nos desse questionamento pode ser ainda pior.

Vestibulando, seu futuro ao Sisu pertence

Ministro da Educação, Fernando Haddad

Caros leitores, muitos devem estar encarando este post como perseguição política, já que anteriormente havíamos criticado o Enem e sua política de cotas, e agora a bola da vez é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mesmo correndo o risco de tal interpretação não poderíamos deixar de comentá-lo, já que está diretamente ligado ao Enem.

Os problemas ocorridos no Sisu nada são além do que um prolongamento das constantes falhas ocorridas no Enem, e é uma forçada decisão a que as Universidades públicas do país tiveram de aceitar como única maneira de ingresso nas instituições. Relatos de vários estudantes confirmam ter acessado o cadastro de outros estudantes no site do sistema. E como já é rotineiro, o ministro Haddad veio a público tentar ludibriar-nos com as afirmações de que os erros ocorridos são aceitáveis e os danos aos candidatos serão mínimos ou inexistentes. Mais corriqueiras ainda são as suas indicativas de contradição, já que após longa reunião com a presidente Dilma, o ministro surpreendentemente decidiu adiar suas férias.

Inúmeros foram os casos de alunos que não conseguiram ter acesso às suas notas e consequentemente não puderam matricular-se em nenhuma das instituições públicas de ensino. É o caso de Nyle Ferrari, de Cruzeiro-SP, que prestou apenas o vestibular da Universidade Federal de Viçosa, para o curso de Comunicação Social-Jornalismo. A estudante foi prejudicada pelo mal funcionamento do sistema eletrônico do Inep, pois ficou impossibilitada de disputar vagas em outras instituições por meio do Sistema de Seleção Unificada : “Eu não consegui entrar nem no Sisu e nem no site do Inep para ver a minha nota. Até agora, desde que saiu o resultado, não vi nada, a senha dá inválida e quando eu peço para recuperar a senha, aparece que não tenho nada cadastrado, nem número de celular, nem e-mail, nada, sendo que cadastrei tudo. Eu já liguei no 0800, a atendente disse que ia encaminhar para o suporte, eu passei meu e-mail, mas até agora nada.” Ironicamente o sistema de seleção unificada, visivelmente uma atitude típica do populismo comodista, que tinha como maior objetivo poupar os estudantes do stress causado pelos vestibulares e inserir na academia classes menos abastadas da população, eliminou de forma obscura vários candidatos e os submeteu a uma alta dose de stress.


Prova dos nove

O sistema educacional brasileiro com certeza precisa de mudanças, mas medidas impensadas e que visem atender meramente a interesses imediatistas tendem a ser ineficientes ou, na melhor das hipóteses, paliativas. Você pode estar se perguntando no momento o que fazer, então, para minimizar a concorrência desleal entre os estudantes da rede privada e os da pública. Infelizmente, não vemos no horizonte soluções rápidas, que corrijam em curto período de tempo o antigo descaso com a educação no país. Tentativas de se expandir o acesso universitário e oferecer outra alternativa de ingresso no ensino superior – diferente dos caros e cansativos vestibulares tradicionais são válidas. Mas nem por isso devemos fechar os olhos e aceitar sistemas falhos como o Sisu. Nenhum outro critério pode vir a substituir a competência dos candidatos às vagas. Se quisermos uma disputa equiparada, preparemos melhor nossos alunos da rede pública. Mas isso não será possível de um ano a outro, talvez nem mesmo em cinco anos vejamos o resultado desejado. É preciso paciência e empenho no sistema educacional e que nos sirvam de exemplo países como Chile, Argentina e Coréia do Sul.

sábado, 15 de janeiro de 2011

MENINOS DE OURO


Filipe Norberto
Diego Souza
Kaique Pedaes*

Incentivados pelas promessas de fama e altos salários, muitas crianças sonham com a profissão de jogador de futebol. Espelham-se em trajetórias vitoriosas e se dedicam ao esporte desde cedo, pois a caça a novos talentos não conhece limite de idade. Embora os países europeus exijam a maioridade dos jogadores para que possam atuar, isso não impede a contratação precoce dos atletas. O concorrente mercado da bola não permite vacilos e os clubes nem sempre podem se dar ao luxo de esperar a formação completa dos garotos prodígios do esporte milionário. Nesse contexto, as categorias de base, cada vez mais profissionalizadas, ganham extrema importância no cenário futebolístico e a prova disso é a atenção atribuída a elas pelas grandes equipes. Competições como o Campeonato Brasileiro Sub-20 (disputado desde 2006) e a tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior ( em sua 42ª edição em 2011) são excelente vitrines para as revelações do futebol nacional.
De olho na oportunidade de exibir suas jóias ao país, o Cruzeiro enviou sua equipe Sub-20 para fazer pré-temporada no campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV) - MG, onde contaria com o apoio de professores, alunos e estruturas físicas do curso de Educação Física. A opção parece ter surtido efeito e a equipe mineira sagrou-se campeã brasileira na categoria. Segue agora rumo ao título da Copa São Paulo**, que já revelou  jogadores de projeção internacional como Kaká, Júlio Baptista, Toninho Cerezo, Sócrates, etc.
Nos últimos anos tem se intensificado as manobras dos clubes brasileiros visando repatriar jogadores renomados como: Ronaldo,Adriano, Robinho, Ronaldinho, etc. O que poucos sabem, é que tais contratações não são novidade em terras tupiniquins, uma vez que tais transações nos remete a meados da década de 1980, quando a maioria dos atletas da imortal seleção canarinho decidiram voltar ao país, muitos por não terem alcançado lá, as mesmas glórias obtidas aqui, ou por estarem saturados da extrema cobrança por profissionalismo dos gigantes europeus. Tal fato só reforça a tese de que o futebol brasileiro vive uma crise na formação de craques. A seguir, citaremos os mais interessantes casos:
Sócrates: Conhecido por sua extrema classe e técnica apurada, o Doutor da Fiel ou Magrão, como era chamado, fez sucesso no futebol brasileiro defendendo as cores do Botafogo de Ribeirão Preto, clube de sua cidade natal. Na sequência vestiu a camisa do Corinthians, clube onde viveu o auge de sua carreira, tornando-se peça-chave da seleção canarinho que disputou a Copa de 1982. Em 1984, decidiu jogar na Itália devido à negação da emenda de 1984 que instituiria o voto direto ( o próprio jogador utiliza-se desse argumento para justificar sua ida ao exterior). A passagem pela Fiorentina foi curta, atuando por lá na temporada 84-85, tendo uma saída um tanto quanto conturbada, já que acusava seus colegas de elenco de perseguição e manipulação de resultados. É nesse contexto polêmico que Sócrates retorna ao Brasil para atuar no Flamengo. 


 
Doutor da Fiel, Magrão ou simplesmente Sócrates, chame-o como quiser.


Júnior: Leovegildo Lins da Gama Júnior, ou apenas Júnior, como é conhecido por grande parte da torcida brasileira e rubro-negra. Lateral ambidestro e de habilidade refinada, que o credenciou a atuar diversas vezes no meio-campo durante sua carreira, defendeu as cores rubro-negra no período de 1974 a 1984, quando transferiu-se para o modesto Torino da Itália onde permaneceu até 1987, passando a defender as cores do também italiano Pescara. Em 1989, a pedido de seu filho, decide voltar a atuar pelo clube da Gávea. Mesmo com a idade já avançada, 33 anos, o vovô garoto, como foi chamado em sua segunda passagem pelo clube, conquistou a Copa do Brasil de 90, o Campeonatos Estadual de 91 e o Brasileirão de 92.

Junior, o vovô garoto da Gávea


Romário: Criado nas categorias de base do Vasco da Gama, clube que defendeu no período de 1981 a 1988, Romário foi comprado pelo PSV Eindhoven da Holanda. Na equipe holandesa, atingiu a incrível marca de 98 gols em 109 partidas, o que chamou a atenção dos gigantes europeus e em 1993 passou a vestir a camisa blaugrana do Barcelona. Eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 1994, recebeu também o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA no mesmo ano. Decide, então, retornar ao Brasil no ano do centenário flamenguista, em 1995, juntando-se a Sávio e Edmundo. Rapidamente a imensa torcida rubro-negra cantava pelas arquibancadas do país o famoso jargão: “ Sávio, Romário e Edmundo melhor ataque do mundo” , o curioso é que diante da escassez de títulos, ao final da temporada a mesma torcida que aclamou os craques gritava: “ Sávio, Romário e Edmundo pior ataque do mundo.”

 
Da esquerda para a direita: Romário, Sávio e Edmundo. Melhor ou pior ataque do mundo?


Marcelinho Carioca: Após atuar pelo Flamengo entre os anos de 1988 a 1994, transfere-se para o Corinthians, identificando-se rapidamente com a fiel torcida. Logo, suas boas atuações e títulos conquistados levaram-no ao Valência-ESP em 1998, onde teve uma passagem relâmpago, já que amargou a reserva e participou de apensa 5 partidas pelo clube. Insatisfeito com a situação, Marcelinho estava decidido a voltar ao Brasil, e rapidamente o presidente da Federação Paulista de Futebol(FPF), Eduardo José Farah, numa transação obscura, adquiriu os direitos federativos do atleta e criou o Disque Marcelinho, que consistia numa disputa em que as torcidas dos quatro maiores clubes do estado (Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians), fariam uma ligação que custava R$ 3,00 e a torcida mais bem sucedida ganharia o jogador como prêmio e ,adivinhe, a Fiel torcida demonstrou todo o carinho que tinha com o jogador e venceu com folga a disputa, obtendo 62,5% dos votos ,enquanto o São Paulo segundo colocado, ficou com 20,3%.

 

Se você quer Marcelinho Carioca no seu time tecle F13


Vágner Love: Em 2005, o atleta chegou a vestir a camisa do Corinthians e dar entrevistas como se realmente já fosse jogador do Timão, mas um pequeno detalhe impediu que a transação ocorresse: o CSKA, clube defendido por Vágner Love, não havia sido informado de sua transferência. Passado o fiasco de 2005, o jogador finalmente retorna às terras tupiniquins para atuar pelo Palmeiras, mesmo time que o havia revelado em 2002 e onde atuou até 2004, antes de transferir-se para o futebol russo. Passado os conturbados seis meses de sua volta ao Brasil, o atleta transfere-se para o Flamengo, clube para o qual torcia quando criança.

 
O artilheiro do amor


Ronaldo: O atacante iniciou sua carreira profissional no Cruzeiro, e jogou na Raposa de 1993 a 1994, onde despontou e foi convocado logo de cara para a seleção brasileira que conquistou o tetra. Em seguida, transferiu-se para o PSV, da Holanda, onde teve uma média de gols bem parecida com a que ele teve no clube mineiro. A partir daí, entrou de vez em seu auge. Foi para o Barcelona; Internazionale; Real Madrid; e Milan. Nesse tempo, disputou ainda as Copas de 1998, 2002 e 2006, tornando-se o maior artilheiro da competição da história. Todavia, envolveu-se em algumas polêmicas, que não precisam ser mencionadas aqui, e quase encerrou sua carreira. Mas, em 2008, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, correu atrás e conseguiu contratar o jogador junto ao Parque São Jorge, onde, mesmo com problemas físicos, voltou a jogar bem pelas suas condições, conquistando o Paulistão e a Copa do Brasil de 2009.



 
Robinho: O menino da Vila ainda não está no fim da sua carreira, mas, depois de demonstrar infelicidade no seu último clube,  o Manchester City, voltou ao Santos e conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil de 2010. Robinho ainda teve passagens pelo galáctico Real Madrid, de 2005 a 2008. Atualmente, ele defende a camisa do Milan.
 
O eterno menino da vila

 
Adriano: O Imperador jogou grande parte de sua carreira na Itália, onde ganhou o apelido. Iniciou no Flamengo em 2000. No ano seguinte, transferiu-se para a Internazionale. Para ganhar um 'ritmo europeu', foi emprestado a Fiorentina e Parma, e retornou à Inter em 2004, onde jogou até 2007. Retornou ao Brasil em 2008 emprestado para o São Paulo. Voltou a Milão no início da temporada européia (segundo semestre). Mas no clube italiano, não teve a felicidade de antes. Assim, como um bom filho à casa torna, retornou ao Flamengo. E lá ajudou na campanha do pentacampeonato brasileiro do rubro-negro. A Roma gostou do seu futebol e contratou o jogador, que permanece lá.
Imperador da gávea


Ronaldinho Gaúcho: Deixamos o caso mais recente por último. Depois de ficar na reserva do Milan, o craque demonstrou seu desejo de voltar ao Brasil, despertando, assim, o interesse de vários clubes, dentre eles Palmeiras, Grêmio e Flamengo. O clube da Gávea levou a melhor no desfecho da grande novela que durou semanas e semanas. Mas por que ele queria voltar ao Brasil? O desejo de voltar à vestir a amarelinha e disputar a Copa no Brasil em 2014, ou um ambiente mais calmo e longe das pressões que vinha sofrendo na Itália? Antes do clube italiano, o gaúcho havia jogado em outros três times: Grêmio, clube que o revelou, de 1998 a 2001; PSG, de 2001 a 2003; e Barcelona, de 2003 a 2008.
  Ronaldinho Gaucho Arquivo Revista Veja


Assistam agora a uma homenagem feita aos jogadores que decidiram voltar a nossa pátria amada 



BOLA NA FOGUEIRA
O Brasil certamente é um dos maiores celeiros de jogadores de futebol do mundo. Mas uma indagação faz-se necessária: é mais lucrativo permitir o desenvolvimento de nossos craques no exterior ou formá-los em nosso próprio território? Essa questão pode ser discutível, mas indiscutível é que no quesito econômico estamos em déficit, pois entregamos nossas jóias aos cuidados alheios depois pagamos valores demasiado exorbitantes para as condições monetárias de nossos clubes para vê-los atuando novamente em nossos estádios. Sim, pagamos caro e não raras vezes recebemos atletas em condições físicas inapropriadas para a prática do esporte. Pode parecer inadequado utilizar-se de uma visão tão atrelada à economia para discutir assuntos futebolísticos, mas quem presa por análises coerentes sobre essa paixão nacional não pode menosprezar o efeito das finanças no desenrolar dos acontecimentos. Se a incidência de tal mentalidade no futebol é lamentável, natural ou benéfica, isso fica entregue ao julgamento de cada leitor.

*Kaique Pedae, 12 anos, de Franca-SP, escreve no http://net-esportes.blogspot.com/
** O texto foi escrito quando a equipe do Cruzeiro Esporte Clube ainda não havia sido eliminada da competição.