Diego Sousa
Filipe Norberto
O crescente repatriamento de jogadores ao futebol brasileiro e o recente desabafo do lateral esquerdo Léo, do Santos Futebol Clube, trouxeram à tona uma discussão não tão recente assim ao afirmar estar de saco cheio das constantes dúvidas criadas à respeito do rendimento dos atletas “veteranos”. Confira abaixo a entrevista exibida no programa Terceiro Tempo, em 30/01/11:
Na realidade, o argumento de que, com o passar dos anos a qualidade e o rendimento dos profissionais sofre queda, não abrange apenas o campo futebolístico. Tal fato fica provado ao recordarmos que o tema já foi motivo de premiação aos publicitários da agência brasileira DPZ, com o Leão de Ouro em Cannes, pela produção do vídeo “Homem de 40 anos”.
Retornando ao campo esportivo, inúmeros são os casos de atletas a atuarem com idade próxima ou pouco acima dos 40 e exemplos bem sucedidos não faltam: recentemente o galês Ryan Giggs, atleta do Manchester United da Inglaterra, e com a idade já avançada (37 anos), foi eleito democraticamente pela torcida dos Diabos Vermelhos como o maior jogador da história do clube; No Brasil possuímos escassos exemplos mas, vale destacar os goleiros Marcos e Rogério Ceni, que atuam respectivamente por Palmeiras e São Paulo há quase duas décadas. Talvez a diferente valorização dada a tais profissionais lá fora esteja ligada a dedicação e profissionalismo presentes com extrema frequência e aqui ausentes em diversos casos. A falta de reconhecimento pode ser mesmo cultural, como afirmou o atleta Léo, mas o pouco profissionalismo e o baixo empenho de grande parte “dos veteranos” brasileiros talvez também não o deixe de ser.
De olho na inversão da pirâmide etária
Segundo dados publicados pela ONU, em 2007, num período de 48 anos (1950 – 1998), o número de idosos no mundo passou de 204 milhões para 579 milhões e estima-se que em 2050 as pessoas com mais de 60 anos de idade constituirão 32% da população mundial. No Brasil, as estatísticas acompanham o panorama internacional e a quantidade de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 14 milhões em 2002 e pode chegar a 32 milhões em 2020.
O envelhecimento da população nacional e mundial, fruto principalmente do aumento da expectativa de vida e da queda das taxas de natalidade e mortalidade, exigem mudanças estruturais tanto no mercado de trabalho quanto nas condições de benefícios da previdência social. A chamada “crise da velhice”, que traz conseqüências mais sérias aos países desenvolvidos dá as caras também em nações emergentes e cobra atenção das políticas públicas e dos empregadores. Dados levantados pelo IBGE acenam para uma crescente participação de indivíduos mais maduros nos postos de trabalho, chegando aos expressivos dígitos de 40% em 2006.
Na atual conjuntura etária, como bem evidencia o texto da produção publicitária da agência brasileira DPZ citada anteriormente, “ nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial dos seus homens mais experientes”. Para se certificar dessa realidade, basta elencar o nome de alguns profissionais renomados e respeitados em suas áreas de atuação e notar que atingiram o auge de suas produções quando já apresentavam idades consideradas avançadas para o consenso geral:
De olho na inversão da pirâmide etária
Segundo dados publicados pela ONU, em 2007, num período de 48 anos (1950 – 1998), o número de idosos no mundo passou de 204 milhões para 579 milhões e estima-se que em 2050 as pessoas com mais de 60 anos de idade constituirão 32% da população mundial. No Brasil, as estatísticas acompanham o panorama internacional e a quantidade de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 14 milhões em 2002 e pode chegar a 32 milhões em 2020.
O envelhecimento da população nacional e mundial, fruto principalmente do aumento da expectativa de vida e da queda das taxas de natalidade e mortalidade, exigem mudanças estruturais tanto no mercado de trabalho quanto nas condições de benefícios da previdência social. A chamada “crise da velhice”, que traz consequências mais sérias aos países desenvolvidos dá as caras também em nações emergentes e cobra atenção das políticas públicas e dos empregadores. Dados levantados pelo IBGE acenam para uma crescente participação de indivíduos mais maduros nos postos de trabalho, chegando aos expressivos dígitos de 40% em 2006.
Na atual conjuntura etária, como bem evidencia o texto da produção publicitária da extinta agência brasileira DPZ citada anteriormente, “ nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial dos seus homens mais experientes”. Para se certificar dessa realidade, basta elencar o nome de alguns profissionais renomados e respeitados em suas áreas de atuação e notar que atingiram o auge de suas produções quando já apresentavam idades consideradas avançadas para o consenso geral:
Dentro e fora das quatro linhas
A experiência do “Homem de 40” ou da “Mulher de 30 anos” de Balzac* não pode ser simplesmente ignorada em nome de preconceitos. A renovação nos postos de trabalho é naturalmente necessária, mas isso não exclui a possibilidade dos trabalhadores mais maduros continuarem prestando qualificados e eficientes serviços à sociedade. A idéia de postagem teve início com a declaração do jogador santista Léo, mas, como ficou provado aqui, suas palavras abrangem todas as áreas de atuação. E quem disse que o futebol não proporciona questionamentos profundos sobre a existência humana? “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol”, são as palavras do filósofo francês Albert Camus.
2 comentários:
Realmente é algo muito triste
E eu já fui preconceituoso nesse sentido
O Brasil NÃO pode ser considerado o país do futebol
Nós ainda temos muito o que aprender
Abraço
www.net-esportes.blogspot.com
"E quem disse que o futebol não proporciona questionamentos profundos sobre a existência humana"
concordo. o que acontece é que os mais intensos questionamentos vêm das pequenas coisas.
tb estou de acordo com o fato de haver esse preconceito da idade, que nao acontece apenas com o futebol, mas com muitos outros temas - como vc mesmo disse.
Bom texto, gera uma boa reflexao.
Abraço!
www.ocontadordeodisseias.blogspot.com
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